Contos e Historias de L.Frank

PESSEGOS SANGRENTO

 

 

Ivana é uma mulher casada com Renan e tem uma filha linda a Melissa, uma família normal e feliz como a maioria todos os dias Ivana leva Melissa a escola e toma seu café da manhã na confeitaria de um grande supermercado, que fica próximo da escola de Melissa e de seu trabalho, Ivana é analista de sistemas de uma empresa de grande porte, segue sua rotina todos os dias. Renan é Consultor de Valores e viaja sempre, ficando dois ou três dias na semana fora de casa, apaixonado pela esposa e sua filha.

Um belo dia, seguindo sua rotina, como estava chovendo e frio, resolveu estender seu café da manhã fazendo compras no supermercado, notou que tinha alguém olhando pelo vão da prateleira onde ficavam as latas de pêssegos em caldas, a principio não deu muita atenção, mais notou que a medida que andava com o carrinho aquela pessoa a seguia no corredor do lado oposto.

Pegou suas compras e saiu, mais ficou abismada com aquela pessoa que parece estar seguindo-a, foi para o carro quando abriu o porta malas para guardar as compras, um homem com uma capa de chuva esbarrou e derrubou algumas sacolas, ele pediu desculpas ajudou Ivana a pegar as sacolas e disse olha moça me desculpe, estou com tanta pressa que nem vi você, estou com um problema com minha esposa ela esta doente, e vim pegar algumas frutas pra ela. Ivana muito gentil e educada disse não tem problema moço, melhoras para sua esposa entrou no carro e foi para o trabalho.

No dia seguinte quando chegou para tomar seu café da manhã, foi abordada pelo homem que havia esbarrado nela no estacionamento do supermercado. Ele olhou para Ivana e disse bom dia moça, ela educadamente respondeu bom dia, mais não se lembrava de quem era já que estava chovendo e o homem estava de capuz, ele perguntou você toma café aqui também, ela respondeu que sim todos os dias ele falou interessante eu também mais nunca vi você aqui na seção de confeitaria, eu venho sempre as oito hoje vim um pouco mais tarde porque fui à reunião da escola da minha filha.

Ele falou muito prazer meu nome é Stenio, eu venho tomar café aqui porque minha esposa é doente e aproveito para levar uns pãezinhos para ela tomar café. Enquanto tomavam café conversavam sobre a doença da mulher de Stenio, ela



\ tem uma doença degenerativa dos ossos, que a deixaram invalida, Ivana compadeceu da historia de Stenio, e durante alguns dias eles se encontravam na confeitaria ele na ultima vez que se encontraram estava abatido e com os olhos marejados, perguntou de sua esposa se estava melhor ele começou a chorar Ivana então consolou Stenio se tiver alguma coisa que puder ajudar, ela tirou um lencinho da bolsa e deu para ele secar as lagrimas, no dia seguinte la estava ela tomando seu café, mais Stenio não apareceu, ela ficou preocupada já que se passaram os dias ele nunca mais foi visto.

Ivana ficou encucada com aquele homem, sumiu de repente não apareceu mais, como de costume tomou seu café e sai em direção ao estacionamento, quando levou uma pancada na cabeça e ficou desacordada por varias horas, quando recobrou os sentidos, estava em um lugar tipo um porão cheio de entulhos de construção, com uma tremenda dor de cabeça e amordaçada com uma fita e com os pés e mãos amarradas, escutava sons de pessoas andando e falando, mais não conseguia falar nem se soltar estava com muita dor na cabeça, assim passou o dia, Renan recebeu um telefonema da escola dizendo que ela não apareceu para pegar a Melissa, e a menina estava chorando muito já que iriam fechar a escola, Renan ligou no celular ninguém atendia no seu trabalho contaram que ela não havia aparecido e tinha uma reunião importante, pensavam ate que estaria doente, já que os telefones dela não atendiam. Renan então começou a procurar a esposa, foi na casa de parentes dos amigos ligou para os lugares que ela costumava frequentar, cabeleireiro massagista, algumas amigas, ninguém sabia do paradeiro dela, perguntou a mãe de Ivana se a tinha visto ou ela tinha ligado, já eram dez horas da noite, quando Renan esgotou todas as possibilidades percorreu hospitais, IML, foi a policia fez uma ocorrência e a delegada Dra. Fabiana, disse pode ser um sequestro relâmpago, melhor esperar um contato para dar queixa de desaparecimento preciso de 48 horas, indignado Renan começou a procura-la nas ruas próximas de sua casa em alguns bares, levou a foto dela e perguntava pra todo mundo sem êxito foi para casa dormir um pouco, logo pela manhã levou sua filha para casa de seus pais para sua mãe tomar conta da menina. Todos os parentes mobilizados a procurar Ivana com um folheto com sua foto, passaram 2 dias, enquanto isso no porão apareceu aquele homem vestido de jaleco e calças brancas e as botas de plástico, como uniforme de açougueiro, com uma mascara de carnaval, lenço na boca para distorcer a voz, perguntou você esta bem meu anjo, tirou a fita crepe de sua boca ela começou gritar e pedir por socorro, mais ele disse pode gritar a vontade ninguém vai te escutar, aqui era um deposito e uma câmara frigorifica esta desativada a muitos anos, ninguém conhece esse lugar só eu, e o dono do prédio que já morreu, ela começa a desesperar e chorar sem parar ai aquele homem mascarado e encapuzado e com esse uniforme esquisito falou para ela poupar forças porque ela não iria sair de lá tão cedo, ela perguntou porque bateu em minha cabeça e me prendeu o que eu fiz pra você, é dinheiro pode ligar para meu marido que ele tem muita grana ele paga o resgate, ele deu uma gargalhada e falou não quero dinheiro, eu vou matar você mais vai demorar um pouquinho, ele levou comida para ela mais não comeu , passaram mais de 2 dias ela só bebendo agua, quando queria ir ao banheiro ia amarrada ele que a limpava e dava banho nela, o lugar era muito empoeirado e bem abafado. A policia então começou a investigar o desaparecimento de Ivana, fez o caminho diário dela, Renan lembrou que ela tomava café no supermercado, a policia pediu as fitas mais foi em vão, só tinha imagem dela entrando no supermercado, mais não tinha dela saindo, o segurança do mercado disse que tinha um carro parado no estacionamento a 4dias, a delegada foi verificar e ligou para Renan que veio imediatamente é o carro dela sim, meu Deus indagou descontrolado, o policial que acompanhava a delegada falou que nos vamos encontra-la calma senhor, muita calma para ajudar a reconstituirmos os passos dela da escola ate o mercado.

No porão Ivana resolve alimentar-se para ver se consegue sair desse cativeiro, passa o dia todo sozinha amordaçada e amarrada, ela perdeu a noção das horas, a noite aquele homem vem traz agua frutas e comida, agora ela esta mais calma e fala o que você quer , você não se lembra de nada anjo, ela disse nem sei quem você é porque não mostra o rosto, ele disse ainda não é a hora.

Nesse meio tempo, o carro foi para pericia, quando Renan recebeu um telefonema era do primo da Ivana são muito apegados foram criados praticamente juntos, Franco morava em Goiás é engenheiro civil e veio a Brasília para um congresso de Engenharia Civil, e ficaria hospedado na casa de Ivana, foi quando Renan foi busca-lo no aeroporto e contou tudo a Franco o que estava acontecendo, ele ficou desesperado pois Ivana era como sua irmã ele adorava ela , eram muito unidos confidentes, ele foi com Renan ate a policia cobrar a delegada, mais ela disse que estavam investigando mais não tinham pistas e a pericia do carro demora um pouco, então Franco decidiu investigar por conta própria contratou um detetive para levantar a vida de sua prima e o marido dela , ele foi ate o supermercado começou a fazer perguntas aos funcionários da confeitaria nos caixas, mais a policia já tinha investigado e ninguém se lembrava de nada só da Ivana tomando café todos os dias, Franco foi ao estacionamento e começou a olhar o box aonde o carro ficou e achou um rotulo de lata de pêssegos em caldas e uma bituca de cigarro importado, guardou e levou para policia, mais a delegada achou que isso não prova nada , e podia ser de qualquer pessoa, então Franco voltou a confeitaria e queria saber quem trabalhou na confeitaria na parte do café naquele dia, informaram que a moça estava de férias o detetive conseguiu o endereço da moça, Franco foi ate lá conversar com ela, a funcionaria informou que ela por alguns dias conversou com um rapaz não café mais ela não conhecia o rapaz direito pois ela só viu ele alguns dias, depois não viu mais só ela sozinha tomando café, Franco não falou a policia e decidiu investigar o rotulo da lata de pêssegos , perguntou a Renan se Ivana costumava comprar essa marca de pêssegos em caldas ele falou não aqui em casa ninguém come pêssegos em calda , as vezes compramos só no Natal a Ivana gosta de fazer tipo um coquetel com champanhe pêssegos e cereja, as irmãs e primas dela gostam muito e você também né Franco, ela fala que aprendeu com você, fora isso pêssego ninguém compra muito menos a fruta Melissa também não gosta, mais porque tá perguntando isso, porque achei um rotulo na vaga da garagem , ah! Franco isso não é prova de nada um simples rotulo, temos que ter provas mais concretas, falando alto e muito irritado. Franco concordou tem razão, mais não desistiu começou então junto com o detetive interrogar os funcionários, mostrou a marca na bituca de cigarros, ai uma funcionaria do caixa falou essa marca de  cigarros vende só na parte de importados é daqui sim, Franco resolveu conversar com as pessoas do turno da noite , que trabalham das 23 ás 7 da manhã, pediu a delegada que falasse com os funcionários da noite, quando um perito achou no buraco da fechadura do porta malas um ínfimo pedacinho de carne tipo carne moída, convocaram todos que trabalham no açougue o turno de dia e da noite, naquele dia o homem que sequestrou Ivana, faltou porque estava cuidando dela no porão , ele trabalhava no turno da madrugada no supermercado, ele era que desossava e separava as carnes, depois da investigação da policia, todos foram dispensados, no porão devido a poeira e o local abafado Ivana teve uma crise de tosse e falta de ar já que ela era asmática, pediu para o homem mascarado comprar uma medicação já que não parava de tossir, ele saiu comprou a medicação na farmácia do supermercado. Franco voltou ao supermercado e o segurança falou para ele senhor posso contar uma coisa, tem um funcionário que fuma essa marca de cigarro ele trabalha no açougue no turno da madrugada, é o Stenio ele não veio trabalhar ontem, porque a mulher dele estava com crise de asma ele comprou um remédio e acho que foi embora, porque eu não o vi a noite, Franco ficou indignado mais não contou para policia nem para Renan já que o marido está tão abalado, tendo que consolar a família dela e sua pequena Melissa que chora e chama pela mãe.

Ele pediu ao investigador para arrumar um disfarce de segurança, que ele iria entrar no supermercado de madrugada, antes foi à farmácia confirmar o nome do remédio e da pessoa que tinha comprado, Franco ficou assustado quando soube que era Stenio e o remédio é a mesma medicação que Ivana usa quando esta em crise de asma.

Ficou a noite lá quando foi de madrugada entrou no supermercado e foi na área do açougue e viu o Stenio lá cortando as carnes, ai ele perguntou você é o Stenio é que sou novo aqui, o segurança ficou doente eu vou trabalhar aqui essa semana, começou a bater papo com Stenio, e ai você é casado tem filhos, sou sim tenho uma mulher maravilhosa só que ela esta doente, nossa o que ela tem acho que é bronquite ou gripe ela tosse muito, ah! sei melhoras , bom deixa eu fazer o turno se tem um cigarro amigo, ele tirou o maço do bolso e Franco viu que era o mesma marca, que tinha achado no estacionamento,  se afastou e ficou escondido entre as prateleiras, foi ai que seguiu o Stenio ate o deposito, mais não viu nada só uma lata sem rotulo no chão, quando pegou lata viu que estava amassada. tem  umas caixas afastadas, então ele começou a pisar para ver se tinha alguma abertura foi quando ele pisou fez um barulho diferente era uma portinha pequena de madeira com um papelão em cima , então ele desceu devagar uma escada estreitinha, estava tudo muito escuro, mais escutou um gemido e um choro bem baixinho, aproximou e viu era Ivana pálida quase desfalecida por conta da febre e da crise asmática, ele rapidamente desamarrou tirou a fita da sua boca abraçou e disse vou te tirar daqui, foi quando ele a pegou no colo pois ela mal andava de fraqueza , Franco recebeu um golpe violento com toda força na cabeça depois outro mais outro, chegando a esmagar o crânio de Franco, Aquele homem começou a falar palavrões ficou muito violento, batendo em Ivana tirou a mascara e o  capuz ela viu você Stenio, sim eu mesmo anjo, Ivana nervosa irritada e cansada com medo aterrorizada por matarem Franco disse não me chama assim só meu marido que me chama assim, foi quando Stenio disse querida sua hora chegou , ai apareceu um outro homem vestido com uma capa de chuva e um capuz esse homem falou obrigado Stenio agora é comigo, leva o corpo do Franco esse intrometido Ivana olhou fixamente e disse você Renan foi você, sim fui eu que paguei o Stenio para te sequestrar, Ivana em choque , mais porque o que te fiz sempre te amei, temos uma filha, ele cala boca, sempre tive que aguentar seus caprichos , sua vagabunda , eu te odeio, queria ver você assim no chão implorando pela sua vida, ai ele pegou a mesma lata de pêssegos e foi golpear Ivana, ele falou sabe porque vou matar você por que tenho ódio da amizade sua com Franco, ele é mais jovem mais bonito e ainda deixou um seguro de vida no valor de 8 milhões de dólares no seu nome e a segunda beneficiaria é Melissa, eu sendo pai vou cuidar dela e do dinheiro vou embora do país e ninguém nunca vai descobrir nada, nem desconfiar de mim o marido perfeito desesperado com o sumiço da esposa.

Ivana disse seu monstro tudo por dinheiro, você nunca me amou, tinha inveja do Franco porque ele me amava sempre me amou, mais sempre respeitou você, então já que você vai me matar vou te revelar uma coisa Melissa não é sua filha e filha do Franco, ele nunca soube, saímos uma única vez quando estava em uma dessas viagens ele foi para Goiás porque nunca queria atrapalhar nossa vida.

Queria nossa felicidade, eu engravidei mais a Melissa é filha dele seu canalha seu monstro, Renan descontrolado e com ódio, pegou a lata de pêssegos e começou a golpear Ivana quando se ouviu um tiro, era o detetive, que estranhou porque Franco ligou do celular para contar que achou Ivana, mais a ligação caiu, ele avisou a policia o detetive atirou varias vezes em Renan que caiu morto.

O Stenio foi preso e confessou todo plano para delegada, ele conheceu Renan a mais de 15 anos, ele já matou varias mulheres com ajuda de Stenio, perguntou à delegada porque a lata de pêssegos, ele respondeu por que depois que ele mata e come todos os pêssegos da lata ele tem prazer de matar e comer os pêssegos com a lata que usou para matar, é uma tara dele, ele fez a fortuna dele em cima de muitas mulheres que são bonitas bem sucedidas eu sequestro elas nos estacionamentos de supermercados ele me paga muito bem, fica com os bens dela, ele troca de nome nas cidades que ele passa, e os crimes ficam sem solução porque retalho todo corpo pra ele e a gente arruma um lugar para cremar, por isso nunca ninguém descobriu.

A delegada ficou indignada, pegou o depoimento dos crimes praticados por eles, relatou Stenio a policia que foram 6 mulheres Ivana seria a 7 vitima. Dra. Fabiana, levantou o cadastro de pessoas que sumiram nos estacionamentos de supermercados e foram mesmo 6 mulheres ricas e bem sucedidas ou com seguro de vida Renan mudava o visual, a cor do cabelo dos olhos vários disfarces.

 A delegada Fabiana comentou com seu investigador, Franco perdeu a sua vida mais salvou Ivana sua prima que foi o grande amor de sua vida sem saber que Melissa aquela menininha linda era sua filha o caso esta encerrado.

L.Frank

 Blog de lunnafrank : *LUNNA FRANK * Poesia&Verso&Prosa, PESSEGOS SANGRENTO Direitos Autorais Reservados


segunda 12 março 2012 03:53 , em Contos e Historias de L.Frank


FÉRIAS EM PARIS ( La Régalade )

 

                            La Régalade

Anne Arkell estava de férias em Paris a cidade Luz precisamente no Marais, um dos bairros mais simpáticos foi quando entrou no bistrô Le Régalade, para tomar um delicioso café, era inicio do inverno,  a neve  caia bem fininha mais intensa, pediu um café completo com aqueles pãezinhos maravilhosos.

Tirou seu chapéu, as luvas e o casaco, no fundo tocava uma musica clássica muito aconchegante, foi quando aproximou, aquele homem de uns 35 anos, loiro, alto, olhos azuis e um físico esbelto muito cheiroso com uma voz grave disse:

-S'il vous plaît fille ne peut lui tenir compagnie

-Vous parlez français

-Je parle très peu de juste l'essentiel , je suis brésilienne

Uh! lá lá,que bom eu sou francês , falo português fluentemente passei minha infância no Brasil meus avos são brasileiros, prazer sou Darden Lè Freeveè e você Anne Arkell,  permitiu que ele poderia acompanha-la , já que não tinha companhia, já que estava sozinha de férias, tomaram café e marcaram de encontrar-se a noite para o jantar se despediram ela foi para o Le Bristol, hotel onde estava hospedada, já que ganhou essa viagem como premio da empresa multinacional onde trabalha . Tomou  um banho e descansou para estar bem para o jantar de logo mais a noite, as 21 hs. em ponto Darden veio busca-la, foram ver o espetáculo no Moulin Rouge, depois foram jantar no Lasserre restaurante ultra elegante jantar a luz de velas, um cardápio perfeito, regada a uma champagne deliciosa, conversaram sobre as  suas  vidas trabalho a situação econômica na Europa, coisas em comum, a noite foi perfeita maravilhosa, por volta das 2 da madrugada, Darden  deixou Anne no hotel,  marcaram de tomar o café da manhã juntos .Por volta das 11 da manhã , Darden subiu a suíte e disse: Anne você esta mais linda essa manhã, seus olhos cor de mel acentuando sua pele morena e os cabelos castanhos ondulados te deixam muito atraente, você é o tipo de mulher que logo chama atenção, Darden a  pegou pelas mãos dizendo que iria  fazer uma surpresa, não iriam ao bistrô, vamos tomar café na minha casa.

Anne achou melhor não ir ficou constrangida, afinal se conheceram a um dia, ela  nem o conhecia direito, mais afinal que mal teria tomar um café da manhã em sua casa Darden só queria ser gentil.

Ao chegarem a sua casa, um apartamento enorme lindíssimo na Avenida Champs-Élysées , quem os recebeu foi o mordomo Jean Cloude , um senhor alto, magro, todo emplumado, pegou seu casaco e  cumprimentou  bonjour mme, Darden a apresentou ao mordomo e falou que ele esta na família a mais de 50 anos, como seus pais morreram quando ele ainda jovem, quem criou Darden foi Jean Cloude ele o considerava como seu pai,, Darden pegou sua mão , levou para conhecer seu apartamento, ficou encantada com o luxo, os lustres os moveis , a decoração, tomaram café na varanda enorme cheia de flores , uma mesa muito bem posta servida de coisas deliciosas um café da manhã digno de um rei, em seguida dirigiram-se para a sala de estar, a lareira acesa e Darden a  olhou profundamente  abraçou com força lhe deu um longo beijo, trocaram varias caricias, ela relutou a principio mais aquele homem, lindo, educado elegante, um físico maravilhoso e ainda por cima rico, que mais Anne poderia querer, se entregou aos desejos , fizeram amor no tapete em frente a lareira, foi uma loucura , a experiência mais gostosa da sua vida, quando por conta  acabou passando a noite com ele.

Fizeram amor varias vezes um sexo totalmente diferente do que já tinha feito, carinhoso e ao mesmo tempo selvagem ele tinha um jeito especial em suas caricias, tem um ditado que os franceses são especialistas em beijo, é um fato constatado, o beijo francês é o melhor beijo do mundo, amanheceu já era tarde ela tomou um banho  vestiu-se, foi quando o mordomo entrou e Darden pediu para o motorista levar Anne ao hotel arrumar as malas ela vai ficar hospedada aqui em casa, foi rapidamente ao Le Bristol, arrumar as  malas, viveu dias maravilhosos na companhia de Darden, foi logo ambientando-se com a casa os criados.

Dentro da sala da biblioteca, tem uma porta, e estava trancada, achou estranho já que todos esses dias a casa do Darden todas as portas ficam abertas, tentou abrir mais não conseguiu, quando Jean Cloude entrou com uma bandeja de chá , Anne perguntou por que aquela porta estava fechada a chaves, o que tinha naquela sala, o mordomo respondeu não sei Mme. deve ser relíquias da família  Lé Freevé, mais indagou ninguém entra nessa sala , nem pra limpar, Cloude falou não madame só o patrão tem a chave e os empregados estão trabalhando com M. Darden a muitos anos e respeitam as ordens. Ficou encucada com aquela porta fechada, e o que tem de tão importante lá dentro?

No jantar perguntou a Darden o que tinha por trás daquela porta misteriosa, ele ficou irritadíssimo, levantou da mesa sem terminar o jantar, desconversou pegou a taça de vinho e foi ate a biblioteca, ela  imediatamente atrás dele, mais quando a viu falou, me deixa sozinho, não pergunte mais nada sobre essa porta fechada, e me deixa sozinho, quero ficar sozinho,  praticamente a expulsou de lá, mais queria saber porque se irritou tanto, ele se descontrolou e disse saia já estou mandando.

Foi para o aposento se recolher mais apreensiva com todo aquele mistério, depois de algumas horas ele veio deitar-se e logo adormeceu já que tinha tomado 3 garrafas de vinho, no dia seguinte ele saiu logo pela manhã, e trouxe uma moldura de quadro bem grande muito bonita toda trabalhada em dourado e veludo vermelho no fundo, pra que essa moldura cherry, indagou Anne, Darden respondeu é para colocar uma foto sua, logo em seguida chegou um fotografo, começou a  fotografar mais ela estava de camisola ainda, nem estava arrumada, cabelo meio despenteado,  não gostou nem um pouco, queria se arrumar , mais Darden não deixou, porque disse que ela estava linda assim, lembrou  Anne quando fui ao hotel te buscar disse que você estava linda lembra  cherry, achou estranho mais tudo bem tiraram as fotos e o fotografo disse que entregaria logo mais a tarde.

Foram almoçar e fizeram amor a tarde inteira, a noite foram pra suíte dormir, ela não conseguia pregar os olhos encucada com a moldura as fotos a sala fechada, levantou da cama bem devagarinho e foi ao closet, procurar nos bolsos nas gavetas  para ver se achava a chave, foi quando esbarrou no hobby que caiu no chão, fez um barulho, era a chave, pegou e  foi para a biblioteca, descobrir o que tinha lá , entrou fechou a porta e logo  abriu a tal porta secreta, estava com medo mais com muita curiosidade, e não sabendo o que iria encontrar, adentrou  era uma sala enorme com uma cama de casal estilo colonial coberta com um pano branco tipo acetinado mais bem fino, em cima da cama uma roupa do século XVII tipo das damas antigas um vestido lindo cheio de babados, fitas mangas bufantes, logo que virou de costas varias molduras com fotos de mulheres vestidas  de camisola iguais as dela, e com o mesmo vestido que estava em cima da cama, mais todas com fisionomia semelhante ficou paralisada ao ver que as mulheres todas se pareciam com Anne, os olhos, cabelos ,tipo físico tudo batia com sua aparência, eram mais ou menos umas 12 molduras com varias fotos de mulheres, com plaquinhas escrito o nome Anne foi quando ouviu passos na sua direção era o mordomo Cloude, madame Anne, saia já dai se M. Darden souber que a madame entrou ai, você estará correndo risco de ser a próxima vitima, já que ele se apaixonou por você, e ate agora não te fez mal nenhum , ficou apavorada com muito medo, saiu correndo pela porta pensando em sumir daquele lugar, já estava quase na porta de saída quando foi abordada por Darden, segurou forte pelos braços,  olhando fixamente disse você não sai mais daqui colocou um lenço com formol em seu rosto, desmaiando logo em seguida, quando acordou estava deitada  amarrada em cima da cama e vestida com aquele vestido antigo, Darden com um olhar fixo e gélido, tirou a mordaça da sua boca e começou a beija-la com violência, Anne catatônica sem corresponder começou a gritar por socorro, foi quando Jean Cloude entrou com uma adaga em uma bandeija ,   gritava desesperadamente não me mate Darden eu imploro, foi quando Anne desmaiou novamente e não viu mais nada.

Quando recobrou os sentidos estava na cama do quarto do hotel, semi nua, chamou logo o gerente que comunicou ao inspetor de policia que logo estava em seu quarto ela chorando muito, nervosa, mal conseguia pronunciar as palavras, e contar o acontecido, tinha um medico examinando lhe deu um calmante, contou tudo com detalhes ao inspetor, logo ele saiu em diligencia ao endereço de Darden Lé Freevé.

Não demorou muito o inspetor de policia voltou Mme Anne, me desculpe mais nesse endereço não tem nenhum edifício de apartamento, muito menos uma casa, nesse endereço tem um bistrô.

Le Régalade, nunca foi endereço residencial o bistrô esta la a mais de 30 anos, mais só pode estar brincando inspetor Charles, mal conseguia ficar em pé de tanto que tremia, mais eu passei mais de 2 semanas lá como pode ser possível que não tenha nada lá, fez novamente uma  descrição completa do lugar os objetos o mordomo os criados, eles saíram em diligencia novamente retornaram em seguida , o inspetor resolveu perguntar aos porteiros já que Darden esteve no hotel para buscá-la e subiu a suíte, foi quando o porteiro e o recepcionista do hotel, afirmaram que Anne, nunca saiu do hotel, inclusive fez as refeições na suíte, pode perguntar as camareiras que só entravam em seu quarto todos os dias após as 11hs para arrumar a suíte, enquanto Anne tomava seu banho. O inspetor estranhou tudo aquilo, já que não tinha nenhum sinal de violência física. Então o inspetor Charles indagou Mme Anne, você deve ter sonhado e fez confusão com o sonho, às vezes parece tão real que acabamos confundindo e ficando ate atordoados tipo pesadelo.

Ela  não podia aceitar , tudo foi real , naquela casa existe um assassino um seria killer, e o mordomo e os criados sabem de tudo ,foi quando interrompeu a conversa , Mme Anne a família Lè Freevè, todos já morreram a muitos anos, não tem mais ninguém o ultimo descendente morreu a mais de 50 anos , mais ela repetia varias vezes, mais a sala secreta as mulheres nas molduras, Darden o mordomo Cloude, Anne chorava muito, descontrolada, gritava são assassinos.

O inspetor então viu Anne confusa e achou melhor ela voltar ao Brasil, confusa, cansada e com muito medo, as camareiras ajudaram arrumar as malas ela foi escoltada pela policia ate o aeroporto ,pegou o avião  chorando muito , adormeceu um sono bem profundo, quando abriu os olhos assustada ainda, olhou para a poltrona ao seu lado, sentiu um perfume um aroma conhecido, apavorada disse Darden Lè Freevè, aquele homem olhou fixamente para ela e disse como sabe meu nome !. Ninguém sabe até hoje do paradeiro de Anne já que nunca desembarcou em nenhum aeroporto do Brasil. Será que foi real um sonho ou sobrenatural onde está Anne Arkell.?

Lunna Frank   Blog de lunnafrank : *LUNNA FRANK * Poesia&Verso&Prosa, FÉRIAS EM PARIS ( La Régalade )Direitos Autorais Reservados

Blog de lunnafrank : *LUNNA FRANK * Poesia&Verso&Prosa, FÉRIAS EM PARIS ( La Régalade )

PS: Dedico esse conto ao meus queridos amigos :

Marco Cravo http://escritornashorasvagas.arteblog.com.br

Andrea Costa http://andreacosta-escritora.blogspot.com

segunda 27 fevereiro 2012 18:37 , em Contos e Historias de L.Frank


ISTO É UMA VERGONHA

Queridos Amigos, desculpem tento visita-los todos os dias, mais ja não consigo visualizar as postagens, nem visualizar quem esta on-line, nem tão pouco comentar enviar mensagens.

 
 (BUG) inseto ou defeito é um erro no funcionamento comum de um software, também chamado de falha na lógica programacional de um programa de computador, e pode causar discrepâncias no objetivo, ou impossibilidade de realização, de uma ação na utilização de um programa de computador ou apenas uma trava no sistema.
Defeitos podem causar falhas de segurança, principalmente em programas que tem alguma forma de conexão à Internet, como é o caso denavegadores (browsers) e clientes de e-mail, pois crackers podem se aproveitar dessas brechas para terem acesso a informações e arquivos contidos no computador infectado. Defeitos são comuns em programas em desenvolvimento, mas, quando descobertos, estes são consertados por seuprogramador ou equipe de desenvolvimento.Blogoram pode tomar uma atitude e resolver facilmente esse erro, mais acho que eles nem se importam porque se voces perceberem os Merchandising continuam aparecendo, eles ganhando dinheiro com isso as nossas postagens pouco importa.
Não adianta fazer nada porque a tendencia é ficar cada vez pior.
Um carinho a todos os amigos que fazem parte dos seguidores no Blogorama, o jeito é migrar para outro  Blog como muitos estão fazendo.

                             Beijussss Kiss
                           Lunna Frank

quinta 24 novembro 2011 07:20 , em Contos e Historias de L.Frank


LIBERDADE DE EXPRESSÃO

 

Blog de lunnafrank : *LUNNA FRANK *  Poesia&Verso&Prosa, LIBERDADE DE EXPRESSÃOA liberdade de expressão e informação compreende a faculdade de expressar livremente idéias, pensamentos e opiniões, bem como o direito de comunicar e receber informações verdadeiras sobre fatos, sem impedimentos nem discriminações.

O SEU DIREITO COMEÇA ONDE O DO OUTRO TERMINA .

        RESPEITO VERDADE E LIBERDADE

                        ESTAMOS JUNTOS  

             Blog de lunnafrank : *LUNNA FRANK *  Poesia&Verso&Prosa, LIBERDADE DE EXPRESSÃO           

terça 30 agosto 2011 17:39 , em Contos e Historias de L.Frank


LAÇO DE FITA

Você já reparou como é curioso um laço...
Uma fita dando voltas?
Se enrosca...

Mas não se embola,vira, revira,circula e pronto:está dado o laço
É assim que é o abraço:
coração com coração,tudo isso cercado de abraço.
É assim que é o laço:
um laço no presente,no cabelo, no vestido,em qualquer lugar que se precise enfeitar
E quando a gente puxa uma ponta,o que é que acontece?

Vai escorregando devagarinho,desmancha, desfaz se o laço.
Solta o presente,o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita, que curioso,não faltou nem um pedaço.

Ah! Então é assim o amor, a 
amizade.Tudo que é sentimento?
Como um pedaço de fita?Enrosca, segura um pouquinho,mas pode se desfazer a qualquer 
hora,deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz
-romperam-se os laços.
- E saem as duas partes,igual os pedaços de fita,sem perder nenhum pedaço.
Então o 
amor é isso...
Não prende,não escraviza,não aperta,não sufoca.

Porque quando vira nó,
deixou de ser um laço!

 

 

sexta 29 julho 2011 15:38 , em Contos e Historias de L.Frank


|

Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para lunnafrank

Precisa estar conectado para adicionar lunnafrank para os seus amigos

 
Criar um blog